O futuro econômico e social da Galiza, da sua língua e cultura próprias, passam por aproveitar os potenciais que lhe oferecem Portugal e o Brasil. Também é uma oportunidade para o progresso do Norte de Portugal, reconhecendo a sua história e origem lingüistica comum, dentro do marco da Euro-região que formam. Os blogs "Menos mal que nos queda Portugal" e "Alem do Minho" pretendem ajudar ao conhecimento mútuo das realidades econômicas, sociais e lingüisticas dos dois lados da "raia".
Assim vou ter que alterar o nome ao blog pelo de 'xanonnosquedaninportugal'.
Não tape, que já sabe todo o mundo. Fonte: dn.sapo.pt
O pior é o pânico que está a provocar no mercado, sintoma de que Portugal está no ponto de mira dos especuladores, o que pode ser antecipa de coisas piores.Explicam no áudio que pensar que Portugal pode ter mais risco de default que a maioria dos países da América Latina ou muitas ditaduras (Grécia, por exemplo, paga maiores diferenciais de dívida hoje que o Iraque), parece absurdo, mas já sabemos que 'el mercado nunca se equivoca ".
Agora Passos Coelho, líder da oposição, reclama uma reunião de urgência com o primeiro-ministro Sócrates. Esperamos seja para buscar soluções e não para tirar peito do mal que vão as coisas, como fazem na Espanha.
Pela cronologia da Revolução , às 00:20 horas do 25 de Abril de 1974 "é dada a senha definitiva, quando foi transmitida a leitura gravada da primeira estrofe da canção"Grândola Vila Morena"de José Afonso, no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença. A senha definitiva confirma o início simultâneo das operações em todo o país e comanda o avanço das Forças sobre os seus objectivos ".
O Estado Novo, regime de Marcelo Caetano continuador da autarquia fascista do ditador Salazar, encontrava-se em 1974 isolado a nível internacional, enfrentado as antigas colónias portuguesas onde começaram a surgir movimentos independentistas, e contava com um apoio cada vez menor, não só na rua, mas entre as fileiras do próprio exército, após destituir a António de Spínola como vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
Na madrugada de 25 de abril é executado de modo concertado e simultâneo em todo o país o golpe de Estado militar contra o governo ditatorial em Portugal. Depois de vários comunicados, às 8:45 horas da manhã emite nos microfones da emissor Nacional o sexto comunicado do Movimento das Forças Armadas, responsável do golpe:
As Forças Armadas iniciaram uma série de acções com vista à libertação do País do regime que há longo tempo o domina.Nos seus comunicados, as Forças Armadas têm apelado para a não intervenção das forças policiais, com o objectivo de se evitar derramamento de sangue.Embora este desejo se mantenha firme, não se hesitará em responder, decidida e implacavelmente, a qualquer oposição que venha a manifestar-se.Consciente de que interpreta os verdadeiros sentimentos da nação, o movimento das Forças Armadas prosseguirá na sua acção libertadora e pede à população que se mantenha calma e que recolha às suas residências.
Viva Portugal!
Os defensores do regime ditatorial desaparecem: nem um só homem morreu por defendê-lo, nem um tiro é disparado em sua defesa.O cravo vermelho torna-se símbolo da Revolução, quando o Amanecer o povo e as tropas são iguais, há vivas a Portugal e ao Exército, ea euforia desbórdase. 50 anos de dictatura caem, enquanto "uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas".
A Revolução tem triunfado.
Revolução dos Cravos, pola TV francesa, parte 1 de 3 Fonte: http://arrastao.org/
A Revolução foi continuada por dois anos de incertidume e a proclamação de uma Constituição.36 anos depois, Portugal continua imerso em uma longa crise econômica que se viu continuada no recente cenário internacional, bem como uma crise de identidade no actual contexto de globalização, que só a recuperação de um espírito de unidade nacional como a do '25 de Abril sempre! 'pode fornecer soluções.
E penso que vão fazer falta 100 blogs como nosquedaportugal e alemdominho para ver se assim conseguimos que -pelo menos em uma cidade tão perto de nós como Valença, já não peço mais- conheçam quais são a bandeira e a língua, tão próxima à portuguesa, próprias do país vizinho chamado Galiza que lhe abre as portas aos seus serviços de urgências.
Tinha pensado colocar um avanço dos grupos que vão vir ao Festival de Paredes de Coura 2010, que normalmente a esta altura de abril outros anos já tinham adiantado alguma coisa, mas não posso esperar mais, porque o Festival de Cinema IndieLisboa inicia em apenas 10 dias.
Abertas a partir de setembro as inscrições, o festival realiza-se de 22 de abril a 2 de maio e exibir cerca de 300 filmes e curtas-metragens em suas sessões de cinema nacional e internacional, cinema independente e cinema emergente, entre outras.Este é o programa completo , e tendes mais informações no site www.indielisboa.com
Outro motivo mais para visitar Lisboa nas próximas semanas, e os preços são bem asequibles, cerca de 3 euros por exibição.
Em Paredes de Coura ( www.paredesdecoura.com ) só estão confirmadas as datas - 28, 29, 30 e 31 de julho - e pela informação que encontramos em alguns fóruns ( www.efestivals.co.uk / forums por exemplo) só estão confirmados The Specials e Gallows, Especula-se que viria Iggy Pop e completamente descartado -pela própria organização- Radiohead, pelo seu elevado cache (750.000 euros de 2 milhões de orçamento do festival).
Portanto, poucas confirmações relevantes em quanto na última década desfrutar de grupos como Sex Pistols, Coldplay, Pixies, Arcade Fire, Morrisey, PJ Harvey, Sonic Youth, Primal Scream, Franz Ferdinand, Suede, Nine Inch Nails, Placebo, Nick Cave, Scissor Sisters, cansei de Ser Sexy, Flaming Lips, Stone Temple Pilots, Queens of the Stone Age, Incubus, Motörhead, Foo Fighters, Kaiser Chiefs, New York Dolls, Bloc Party ...
Não se me ocorre melhor maneira de principiar esta etapa da nossa viagem pelo rio Cávado que dizer que chegamos, provavelmente, o ambiente natural de maior beleza em Portugal, pelo menos que eu conheça.A todos os leitores que ainda não se aproximar da Serra do Gerês, o canhão do rio de Vila da Ponte da Caniçada, eo entorno da Barragem da Caniçada, dizer que a 150 km de Vigo e 95 de Ourense, encontra-se um espetáculo natural tal que nenhuma fotografia que vos possa mostrar-lhe pode fazer justiça.
A vila do Gerês em primeiro lugar, e da Albufeira da Caniçada ao fundo, vistas desde a Serra do Gerês.Fonte própria.
Comezamos a terceira etapa pelo Cávado na Albufeira da Venda Nova, uma das várias barragens no alto curso do rio, costeando o Parque Nacional da Peneda - Gerês. Único parque nacional de Portugal, no Gerês "tratava-se de conservar solos, águas, a flora e a fauna, assim como preservar a paisagem nessa vasta região montanhosa do noroeste português".
Albufeira da Venda Nova, a Serra do Gerês ao fundo.
No site oficial do Parque (http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres) têm acesso a uma vasta informação sobre a riqueza não apenas paisagística, mas sim de floresta (mais de 600 espécies vegetais, muitas delas protegidas ) e fauna, entre elas mais de 200 espécies de vertebrados protegidas (trutas, enguias, morcegos, salamandras, águias, mouchos, esquilos, corços ...).70 delas são espécies ameaçadas.
O canhão do rio Cávado a sua passagem pelo Gerês.Fonte própria.
Percorrendo a estrada N-103 em direção a Braga contempla uma vistas magníficas tanto do canhão do rio como os montes que atravessa.Por fim, o espectáculo é surpreendente ao chegar na Caniçada, com suas duas pontes cruzando a barragem.
Vista da Barragem da Caniçada, apenas uma das pontes aparece visível. Fonte própria.
Não muito longe dali, um pouco mais ao norte transcorría a Geira ou Via Nova Romana que ligava Braga e Astorga, da qual ainda se conservam trechos e em que se podem tirar vistas como estas outras.
Panorâmica da Albufeira da Caniçada, Vila do Gerês, Terras de Bouro. Fonte: pt.wikipedia.org
Finalmente, não podemos deixar de desviar um momento do curso do Cávado pra adentrarnos na Serra em direcção à Galiza, pela estrada que liga a vila do Gerês com as terras de Entrimo.A zona entre a Caniçada e da vila do Gerês está repletas de hotéis rurais e apartamentos para quem quer se aproximar uns dias para desfrutar do ambiente.Inclusive diria que tem certo parescido com os Alpes, para aqueles que os conhecem.
Depois da vila do Gerês -a, por assim dizer, capital da comarca- entramos de cheio no parque. Creio que só com estas três fotografias a pé da estrada ficará constância de que vale muito a pena a visita.
Precioso por dia...mas aqui eu não ficar sozinho à noite e nem de brincadeira! Fonte própria.
Dos dois caminhos por Trás-os-Montes de Chaves a Montalegre, nós provavelmente fomos escolher o pior.Ou isso pensou o nosso carro, quando pouco antes de passar por Soutelinho da Raia, na mesma fronteira fictícia entre Galiza e Portugal, pinchei uma roda.
Era a primeira vez que pinchaba, por isso ainda botei um bom cacho tentando descobrir como se mudavam pela roda de bicicleta que vêm agora de reafirmado nos carros.Com o Ferrari de Alonso demoram muito menos ...
O trajeto passa por uma paisagem semi-desértica (tanto da vegetação como de aldeias arraianas) ao pé da Serra do Larouco, justo à altura do Couto Misto, aquela Andorra portuguesa, da qual já temos falado em Alemdominho.
O Couto Misto (em verde), apenas a 5 km de Montalegre. Fonte: gl.wikipedia.org
O rio Cávado nasce apenas um par de quilómetros das aldeias -Rubiás, Santiago e, um pouco mais longe, Meaus- que compõem o Couto Mixto, em plena Serra do Larouco.Não decorrer um outro tanto antes de chegar a Montalegre, antiga vila de apenas dois mil habitantes, cujo caráter defensivo nos limites da raia galego-portuguesa fica-se pelo seu castelo medieval.
Vista à entrada de Montalegre.O castelo medieval à direita. Fonte própria.
O castelo, iniciado pelo Rei D.Dinis no século XIII, constituía junto aos castelos da Piconha (Tourém) e da Portela (Padornelos) o conjunto defensivo das Terras de Barroso.Representava um ponto de alto valor defensivo, enquadrado entre as serras do Gerês a Oeste, do Larouco a leste, e rodeado pelo rio Cávado a Norte.
Apesar de que, em excelente estado de conservação, o castelo não tem chegado a nós íntegramente por causa do tristemente famoso terremoto de 1755, que provocou a queda de uma das ameias.No século XX, foi declarado Monumento Nacional e atualmente integra conjunto com o núcleo museológico anexo.
Castelo medieval de Montalegre.Fonte própria.
A leste ea sul desenvolveu-se a vila medieval do que os privilégios concedidos pelo Rei D.Dinis para o seu povoamento.Desde o castelo, os dados de Montalegre são bem bonitas, mas em um dia nevado (e bem frio, caralho!) como aquele.
Vista da vila de Montalegre a partir do seu castelo medieval. Fonte própria.
No caminho alternativo (e melhor comunicação) que conduz de Chaves a Montalegre, a estrada atravessa o outro município do Barroso, também a vila turística de Boticas, bem conhecida pelas Termas de Carvalhelhos.A visita a algum dos hotéis rurais do entorno apúntoa na lista de disciplinas pendentes ...
A segunda rota alternativa trasncorre paralela à barragem do Alto Rabagão, barragem da bacia do rio Cávado, em um de seus tributários poucos quilômetros antes de sua confluência.
Barragem do Alto Rabagão.Fonte própria.
Será a partir dessa confluência quando o Cávado Pegue forças para atravessar a difícil orografia da Serra do Gerês.Na próxima etapa.
Não tem a fama de outros.O pai Minho e Minho, que nunca foi fronteira de nada nos séculos da Gallaecia, do Reino Suevo ou da alta Idade Média, simboliza o que nos divide (e nos une) a Galiza e Portugal.O Rio Lima, nascido nas terras galegas de Xinzo, é um dos mais belos à sua passagem pelas vilas de Ponte da Barca e Ponte de Lima, "a vila mais velha de Portugal ', para acabar morrendo junto a Viana do Castelo.Nem muito menos tem a fama do Douro, Rota dos Vinhos Verdes em chegando a Porto, ou do Tejo eo seu estuário espectacular aos pés da bela Lisboa.
Mas entre Lima e Douro banha boa parte das terras de Portugal Norte de um rio nascido às portas da província de Ourense, na Serra do Larouco, que não é tão reconhecido como outros, mas que é o nexo de união entre alguns dos locais de maior beleza do país vizinho: Montalegre, Serra do Gerês, Barragem da Caniçada, Braga, Barcelos e Esposende.
O rio Cávado.
Barragem da Caniçada, rio Cávado e serra do Gerês ao fundo. Fonte: viajar.clix.pt
Por isso, nos próximos artigos de Alemdominho convidamos a nos acompanhar por uma bela viagem percorrendo os vales e vilas vizinhas do rio por descobre.
Uma viagem que enceta em Chaves, cidade vizinha à Serra do Larouco, onde nasce o Cávado.Uma vila que neste caso é banhada por um outro rio que, como o Lima nasceu em Ourense para decorrer a maior parte de seu percurso em Portugal, o Tâmega.
Ponte Romana de Trajano em Aquae Flaviae (Chaves). Fonte própria.
Povoação, já desde a antiguidade, a fertilidade do vale do Tâmega, as águas quentes de seus manantiais termais eo fato de ser local obrigatório de passagem entre duas das capitais dos três conventos da Gallaecia -Braccara Augusta (Braga) e Astúrica Augusta (Astorga)- fez deste povoado romano de um centro de grande importância, que foi elevado à categoria de município no século I por Flávio Vespasiano com o nome de Aquae Flaviae.
Nos anos do nascimento de Portugal, a vila xogaría um papel fundamental na defesa do novo reino independente.Lá Afonso III e seu sucessor, o Rei D. Dinis, ordenou levantar o castelo de Chaves, a Torre de Menagem e as muralhas que ainda hoje dominam as vistas da cidade.
Torre de Menagem, Castelo de Chaves.Fonte própria.
Hoje Chaves constitui um dos projectos mais ambiciosos da Euro-região Galiza - Norte de Portugal: a Eurocidade Chaves - Verín.Um novo modelo de organização municipal dentro do quadro da cooperação da Euro-região.
Outros pontos de interesse turístico a visitar é a Praça de Camões, com as igrejas da Misericórdia e de Santa Maria Maior, o Forte de São Francisco ou a Igreja da Madalena, cruzando para o outro lado do rio pela Ponte de Trajano.
Praça de Camões, com a Igreja de Santa Maria Maior ao fundo. Fonte própria.
De Chaves partimos para o oeste, em um percurso de apenas 40 quilômetros que nos levará a Montalegre, capital da Serra do Larouco, onde nasce o rio Cávado.
Se há um blog de referência em economia a nível internacional é o do Nobel de Economia mais blogueiro, Paul Krugman, The Conscience of a Liberal. Não quero deixar passar a oportunidade de mencionar um site imprescindível, www . project-syndicate.org, onde colaboram com artigos de opinião em economia, política internacional e crescimento sustentável personalidades tão reconhecidas como os economistas Nouriel Roubini e Joseph Stiglitz (Nobel de Economia o segundo), Kenneth Rogoff (ex-economista chefe do FMI), os ex-ministros das Relações Exteriores da Alemanha e em Israel, Joschka Fischer e Shlomo Ben-Ami, e muitos outros (Bradford deLong, Jeffrey Sachs, Robert Skidelski ...)
Mas não falava disso.Estava a falar de dois blogs de referência em economia da Galiza e de Portugal.
Blog sobre economia de Portugal do que já temos feito referência em alguma ocasião em Nosquedaportugal, e não é de mais adicarlle também este artigo. Com uma linguagem básica e bem explicativa vai oferecendo regularmente informação e artigos de opinião sobre a situação económica galega a alcançar também os leitores com menos conhecimentos em economia.Imprescindíveis o acompanhamento da leia das caixas económicas, e dos dados macroeconômicos do PIB i emprego em Galiza.
Só me resta dizer duas coisas mais: pedir que adique mais artigos para Portugal e da Euro-região que formamos com os minhotos, e segundo deixar uma pergunta não ar: quem será caralho o trasno?(suponho que não sou o mais indicado para fazer essa pergunta, mas bom ...)
Blog sobre economia de Portugal. Um problema que temos muitas vezes os que deste lado do Minho queremos estar ao dia do que acontece em Portugal é que não sabemos chegar a fontes de informações que nos permitam acompanhar de contínuo a realidade dos nossos vizinhos.Bem, pois en economía isso rematou:
Há apenas um mês vem de nascer o blog The Portuguese Economy, interessante iniciativa de um grupo de quinze economistas e historiadores económicos portugueses de universidades do país vizinho, Espanha, Reino Unido, USA e Canadá, com o intuito justamente de dar a conhecer ao exterior que é a situação económica de Portugal, quais são as razões que leva à economia portuguesa a ser a que cria a menor renda per capita de seu entorno, e que soluções se podem apresentar.
O blog é escrito em inglês para promover precisamente a troca de conhecimento a nível internacional e a participação de qualquer interessado de fora de Portugal.Para muitos, o principal ponto contra deste blog é que não chegará a tanta gente por causa de estar em inglês e porque a sua linguagem é muito mais técnica que a da furada do trasno, por exemplo.Mas por outro lado, neste caso, considero que é mais adequado para os objetivos que procura, e de encontrar algo de especial valia para ser comentado em Nosquedaportugal não teñades dúvida que o faremos.
Suliñar que chama muito a atenção o constante (e familiar no caso galego) 'victimismo' dos economistas portugueses na hora de botarlhe as culpas de todos os problemas da economia portuguesa à sua localização periférica.Bem, isso pode ter a sua parte de razão, mas por um lado não sei o que pensam em Tanzânia ou Bolívia disso, i em segundo lugar, neste mundo da informação instantânea e a crescente integração do comércio internacional, falar de periferia tem cada vez menos sentido: periferia em relação a quê?Além disso...a Terra não foi sempre esférica?Logo não tem esquinas nem nunca as teve ...
Acho que é pelo menos a segunda vez que tenho que adiar o artigo que lhe quero dedicar a um dos temas imprescindíveis da bossa, 'desafinado', mas desta volta é por causa de força maior.
A semana passada foi bem difícil não encontrar um jornal, blog ou qualquer meio carioca que não tenha feito referência à morte de Johnny Alf, músico e compositor brasileiro, considerado por muitos precursor da bossa nova.
Nascido no Rio em 1929, desde a adolescência tomou interesse pelo jazz e a música do cinema americano, tomando influências de músicos como Cole Porter.Foi dessa mistura de tendências e interesses musicais de onde, em 1953, surgiria a composição 'Rapaz de bem', incluída no álbum de 1955 'Johnny Alf', e que é considerado o tema que abriu caminho para o estilo musical de mais fama do Brasil.
Da mesma época é outro dos temas precursores, 'Céu e Mar', que podemos desfrutar na interpretação de dois grandes da música popular brasileira, Elis Regina e Tom Jobim:
Alfredo José da Silva, Johnny Alf, faleceu na quinta-feira da semana passada em São Paulo por causa de um câncer.Nos deixa a sua música para divertimento de todos.
(segunda parte da conversa con Antón Losada. Podes ler a primeira parte premendo aqui )
Caralladas: Os dous grandes temas, creo eu, deste ano no governo de Feijoo son o decreto do galego e o tema das caixas. Entón, sobre o decreto do galego a primeira que che vou facer non che compete a ti, pero quería saber a túa opinión: qué fai Anxo Lorenzo entre toda esta xente?
Antón Losada: El saberá.
C: En só unha palabra, como calificarías a actuación do governo de Feijoo sobre o decreto do galego.
AL: Incomprensible.
C: Esperamos que está a piques de sair a versión definitiva do decreto, xa non o borrador: cres que vai ter Feijoo a intelixencia de recuar disimuladamente neste asunto?
AL: É que non lle queda outra! É dicir, o que non tiña nin pés nin cabeza era a proposta anterior, era unha cousa completamente absurda. Agora imos volver ao modelo, a un decreto moi semellante ó último decreto da era Fraga.
C: Entón vai ser máis importante se se aplica realmente.
AL: Claro, pero ese era o problema xa antes. A conclusión que imos acabar sacando é: bueno, tanto lío pra esto, tanto 'jaleo' pra esto? Tanto poñernos nas portadas de todos os periódicos de Madrid baixándonos á segunda división das sociedades que impoñen idiomas e que persiguen á xente polo que fala, tanto arrastrar a imaxe de Galicia por todas partes, pra esto? Pra acabar dicindo que 50-50? Por exemplo o outro día en El Pais dicía Feijoo dúas cousas asombrosas: primeiro, "mi modelo es 50-50", segundo "la gente quiere que elija Educación, no los padres".
C: "La gente quiere..."?
AL: Que elixa a Consellería, joder!! Calquera pai cho dice!! "Joder non me meta neste lío!! Arréglelo usted, a min qué me conta!! Vou ir eu a unha reunión de pais, que xa son bastante coñazo, e meterne nunha polémica... anda e que tal!!" Pois un ano e pico de lío pra chegar a esas dúas brillantes conclusións...
C: Non, non vin esa entrevista.
AL: Si, si, bueno, esas son dúas frases realmente antolóxicas. "La gente quiere que elija Educación". Entonces eu creo que vai ter ese coste, un coste que vai ser moi amplio, esa sensación de "tanto lío para esto, nos llevó usted a tanto 'jaleo' para esto?".
C: E sobre o tema das caixas, despois de ler un artigo que escribiches en A Nosa Terra, "Quen quere a fusión?", mellor empezo polo final: cres que non vai haber fusión?
AL: (pensa) É que eu creo que é irrelevante, sinceramente. É dicir, eu creo que... non sei se a vai haber ou non, a día de hoxe creo que está complicado, e xa non depende de Feijoo, depende máis do governo central, porque se xoga cós tempos do recurso vaino poñer realmente moi difícil. Pero é un debate absolutamente ficticio, é dicir, a cuestión é que as nosas caixas, as dúas, van acabar integradas, en algún tipo de estructura de fóra, porque non temos nin tamaño, nin peso, nin solvencia pra sobrevivir, e o que tiñamos que estar é debatindo con quén e en qué condicións. E non seguir instalados no mito ese de la galleguidad y la solvencia. Entonces a min o tema da fusión sinceramente me parece a típica discusión que se da en Galicia, non sei se acordas unha escena de "El nombre de la rosa"...
... que estaban aló nun monasterio, pobreza, miseria, a punto de iniciar unha revolta, e dicen "nos hemos reunido aqui para discutir la capital cuestión de era o no Jesús dueño de las ropas que llevaba?". Pois aqui estamos un pouco igual. Todo o mundo sabe que imos a unha estratexia onde vai acabar habendo 3 ou 4 caixas en España. Entonces nós debiamos estar decidindo cómo y con quien, e tiñamos que ter un governo que nos dixera claramente cales son as opcións, e non que nos estivera contando este conto pra nenos de la galleguidad y la solvencia.
C: Tiven bastantes problemas para preparar esta parte da entrevista, porque cada dous días hai unha novidade: que si o manifesto 'Galicia ten dereito', a inconstitucionalidade da lei de caixas, o tema do FROB... van conseguir que marchen de puro aburrimento!
AL: Xa. É que hai unha sensación asi de que esto é un rollo que xa non o entende ninguén, e que ó final estamos metido nunha dinámica no que a Xunta quere sacar esto como sea... que eu creo que o obxectivo final está claro: crear unha entidade que sexa fusionable con Cajamadrid.
C: É que iso che quería preguntar, a qué está a xogar Feijoo? A eso?
AL: A eso. Igual que o Psoe está xogando a preservar unha parte do aforro galego para integralo noutro proxecto alternativo a Cajamadrid que é ese que dicen que se está estructurando en torno a Cajastur. E mentras o bloque falando da solvencia e da...
C: Queda lonxe entón aquela fotografía conxunta?
AL: Bueno! É que era un pouco rara...
C: Era un pouco rara, si. As caras de algúns eran un pouco sintomáticas, porque Pachi Vázquez miraba non sei pra onde...
Bueno, pois un pouco ata aqui o que foi o governo de Feijoo, e quería aproveitar rápidamente pra falar duns temiñas xa máis xerais. Por exemplo, imos atravesar tamén agora en marzo o ecuador da lexislatura no Parlamento do Estado entón, agora si que se pode prever que van agotar a lexislatura?
AL: Si.
C: É que foi o debate, o run-run da primeira parte da lexislatura.
AL: Eu non teño ningunha dúbida deso, vamos. É que aparte, alguén entendería neste momento un anticipo electoral? Alguén que non fóra o Partido Popular e o entorno do Partido Popular? Có follón que temos, coa crise que temos, perder agora tres meses nunha campaña electoral? Eu creo que eso só o entende o Partido Popular, o resto da humanidade e o resto do país non o entendería nunca. Aparte que para o Psoe sería un suicidio.
C: Nos anos 80s importamos dous culebróns ben famosos, 'Dinastía' e 'Dallas', e aqui temos a nosa particular mistura, porque temos unha 'Dinastía' có noso particular Jr, Baltar Junior. Rematou o culebrón, ou non fixo máis que comenzar?
AL: Non, eu creo que eso foi probablemente o erro máis grave que ten cometido o señor Feijoo, e que se non o amaña lle pode acabar costando as eleccións. A fractura que se produxo no Partido Popular de Ourense, é dicir está roto, roto en dous bloques, e iso vai ter consecuencias. Se non se xenera digamos un pegamento que reestructure eso, se Feijoo non se ocupa deso, vai ter un coste moi importante.
C: Pero alá atrás cando fora da sucesión de Fraga, tamén aquel tema da boina e dos outros...
AL: Pero é diferente, é dicir, eu creo que os Baltar nunca viron en Fraga unha ameaza, con Feijoo si. Os Baltar aprenderon unha cousa: "vienen a por nosotros". Fraga era un tipo có que negociar, pero que nunca o percibiron como unha ameaza. Pero eu creo que eles son conscientes de que Feijoo fue a por ellos y no los mató porque...
C: i esto limítase exclusivamente a Ourense, non hai máis...?
AL: Eu creo que non. De momento non, Lugo está completamente desmontado... pero claro, Ourense é clave para o resultado das eleccións. Non olvidemos que Feijoo governa por un deputado. E a día de hoxe ten un problema grave en Ourense. Un problema semellante de desmovilización, de crítica, de desconfianza, moi semellante por outras razóns pero moi semellante, ó que desmovilizou a boa parte do Psoe na campaña das autonómicas, ou a que levou ao BNG a perder 40.000 votos na provincia da Coruña. Nas organizacións os problemas internos se acaban pagando. E neste momento hai unha parte moi importante do partido en Ourense que o percibe como unha ameaza.
C: Outro culebrón con anos de historia é o modelo frontista do BNG, e tamén facías varias reflexións nun artigo en El Pais o 3 de marzo, e sobre o BNG dicías "os resultados certifican que o modelo de organización frentista non da mais de si". Cal cres que é o modelo: escisión? Partido único?
AL: Partido único.
C: Pero é posible...?
AL: Non. Eu creo que agora mismo hai unha fronteira que son as vindeiras eleccións municipais, onde se os resultados son os que parecen, é dicir, un resultado malo para o nacionalismo, eu espero que a actual dirección faga o mesmo que fixo Quintana no seu día e asuma responsabilidades. E se non o fai, eu creo que unha parte do nacionalismo terá que plantexarse a súa continuidade dentro dun modelo frontista onde todo é falso: o asamblearismo é falso, a democracia interna é falsa, é todo teatro. Hai un control férreo, férreo, dunha organización que se chama UPG que é todo menos asamblearia, e que xoga precisamente cos costes de movilización do modelo asambleario para ter un control total.
C: Pero coñecendo un pouco o que é o BNG internamente, cres que é posible...
AL: Eu creo que hai unha parte de xente do BNG que se despois das municipais non hai signos de cambio, vaise ir directamente para casa aburrida e farta. Como xa nos fumos algúns.
C: Entón a seguinte pregunta xa non che digo, "que preves nas próximas eleccións municipais?"
AL: Eu creo que non van haber grandes cambios. O PP, bueno, supoño que recuperará parte do voto rural que perdeu nos anos do bipartito, pero non moito. Nas cidades vai seguir medrando, como xa medrou nas anteriores, pero non lle vai dar para governar moito máis do que xa governa.
C: Nas cidades non preves ningún cambio? Hai algún que están por nada, por exemplo Vigo.
AL: Pero hai un problema de espazo: non ten por onde medrar. É dicir, teríase que producir un desmoronamento do voto do BNG, i eu creo que non vai ocorrer. Vai ter unha baixada significativa, có cal supoño que se o anterior portavoz dimiteu porque se perdeu un deputado, a actual dirección, e non me refiro ó actual portavoz que todo o mundo sabe que non é quen manda, directamente que responda aquel que manda, que todos sabemos quen é. I eu creo que o Psoe vai aguantar, e vai aguantar a costa do BNG. Esa é a miña impresión.
C: Xa pra rematar, o meu blog fala un pouco de Galiza e Portugal, poñendo en común as realidades sociais, culturais, lingüísticas... Entón, dúas preguntas rapidisimas: Qué significou Portugal na túa vida, na vida de Antón Losada?
AL: Pra min moitos recordos moi agradables. Eu son un namorado de Lisboa, e Sintra e toda aquela zona. En xeral todos os recordos que teño de Portugal son moi positivos.
C: Segues a actualidade política de Portugal?
AL: Si, pero vamos, tampouco é unha cousa que me... me interesa máis a inglesa, sinceramente.
C: A inglesa?
AL: Si, si. Sei que sona un pouco raro, pero eu creo que Inglaterra é un barómetro político... Inglaterra políticamente vai quince ou vinte anos por diante. En todo, no debate sobre política e no debate sobre políticas. Outra cousa é que nos gusten os resultados. Pero con diferencia, é o país ó que hai que estar máis atento en términos políticos, porque é o máis dinámico, o que máis cambia... Todas as grandes revolucións políticas, todos os grandes instrumentos políticos que construiron o noso Estado do Benestar naceron alí, empezando por un modelo básico de National Health Service. E a contrarrevolución conservadora tivo alí unha peza fundamental...
C: E se van quince anos por diante, agora a que altura están?
AL: Pois neste momento están nunha situación complicada. Non olvides que hai un ano Gordon Brown estaba 20 puntos por debaixo de Cameron. Chegou a estar a un punto. E agora tiveron que sacar esta cousa, que a min me trae moitos recordos sobre su carácter, que si le grita a la gente o no, coa que eu me sinto moi identificado, para intentar que Cameron remontara nas enquisas. Entonces eu creo que Inglaterra é un pais fascinante. E hai que estar moi atentos o que pasa alí porque normalmente avanza cambios importantes. Se Cameron gaña as eleccións, o discurso có que gaña o Partido Conservador...
C: Mete medo, ou que?
AL: Non. Todo o contrario. Porque é unha mezcla... bueno, evidentemente como todo partido que aspira a governar xoga a unhas certas doses de ambigüidade. Pero por exemplo ten asumido teses do ecoloxismo que ata hai pouco tempo un partido conservador nunca tería asumido. En términos de gasto social non é o partido conservador de Margaret Thacher, nen moito menos. Manexa outro tipo de discurso. É dicir, é moi interesante. Están intentado construir unha 'terceira vía conservadora'. Entón eu creo que hai que seguilo con moito interese.
C: Qué se pode facer desde Galiza para un maior coñecemento e unha maior integración coa economía portuguesa e coa realidade portuguesa.
AL: Eu creo que esa é unha das grandes oportunidades das que todo o mundo fala pero que ninguén leva feito nada realmente significativo para aproveitala. Eu creo que hai falta unha acción decidida por parte das Administracións, que fan sempre un discurso moi retórico da Irmandade portuguesa, da Eurorrexión e tal, pero que no fondo non...
C: ...non hai nada...
AL: ...si que hai, pero non o acaban de crer. Por unha razón moi sencilla: porque meterte nese 'tinglao' significa perder poder ti, porque tes que compartilo. É dicir, as decisións xa non as tomas ti sólo, non as toma a Xunta sólo, senón que tes que negociar con governos rexionais portugueses, co governo portugues, e a todos nos gusta mandar. Pero eu creo que é unha das grandes oportunidades que ten un mercado cara o que estamos de costas completamente.
C: E nas anteriores conversas con Manuel Lourenzo e con Antón Reixa que fixen non tiven tempo de facer esta pregunta, pero como sei que Antón Losada 'non se corta' con ningún tema, non quería pasala por alto. Qué che evoca esta palabra: reintegracionismo?
AL: Nada. De verdade, non.
C: (risas)
AL: Non me provoca ningunha...
C: Nin para ben nin para mal...
AL: Nin para ben nin para mal. Agora cando ma dixeches non me saeu nada, e agora pensando un pouco me parece unha posición, que eu non comparto, pero que está ben. Non a comparto, me parece que, bueno, eu veño doutra tradición, eu falo outro galego, eu son da Mariña de Lugo, eu falo o galego que falaba meu pai, que falaba meu avó, e non ten nada que ver con esto. Entón pra min é unha cousa extraña, agora non 'me pon nervioso', nin creo que haya que fumigarlos, ni echarlos de ningún lao...
C: (risas)
AL: Entendes? Me parece ben. Eu os entendo cando falan. Entón eu non pretendo impoñerlles a eles a miña fala, e o único que espero é que eles non pretendan impoñerme a min a súa, e se podemos atopar un punto de encontro...
C: Pois nada máis, Antón. Un millón de grazas por todo.