quinta-feira, 18 de março de 2010

RIO CÁVADO

Não tem a fama de outros. O pai Minho e Minho, que nunca foi fronteira de nada nos séculos da Gallaecia, do Reino Suevo ou da alta Idade Média, simboliza o que nos divide (e nos une) a Galiza e Portugal. O Rio Lima, nascido nas terras galegas de Xinzo, é um dos mais belos à sua passagem pelas vilas de Ponte da Barca e Ponte de Lima, "a vila mais velha de Portugal ', para acabar morrendo junto a Viana do Castelo. Nem muito menos tem a fama do Douro, Rota dos Vinhos Verdes em chegando a Porto, ou do Tejo eo seu estuário espectacular aos pés da bela Lisboa.



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Mas entre Lima e Douro banha boa parte das terras de Portugal Norte de um rio nascido às portas da província de Ourense, na Serra do Larouco, que não é tão reconhecido como outros, mas que é o nexo de união entre alguns dos locais de maior beleza do país vizinho: Montalegre, Serra do Gerês, Barragem da Caniçada, Braga, Barcelos e Esposende.

O rio Cávado.


Barragem da Caniçada, rio Cávado e serra do Gerês ao fundo.
Fonte: viajar.clix.pt

Por isso, nos próximos artigos de Alemdominho convidamos a nos acompanhar por uma bela viagem percorrendo os vales e vilas vizinhas do rio por descobre.


Uma viagem que enceta em Chaves, cidade vizinha à Serra do Larouco, onde nasce o Cávado. Uma vila que neste caso é banhada por um outro rio que, como o Lima nasceu em Ourense para decorrer a maior parte de seu percurso em Portugal, o Tâmega.

Ponte Romana de Trajano em Aquae Flaviae (Chaves).
Fonte própria.


Povoação, já desde a antiguidade, a fertilidade do vale do Tâmega, as águas quentes de seus manantiais termais eo fato de ser local obrigatório de passagem entre duas das capitais dos três conventos da Gallaecia -Braccara Augusta (Braga) e Astúrica Augusta (Astorga)- fez deste povoado romano de um centro de grande importância, que foi elevado à categoria de município no século I por Flávio Vespasiano com o nome de Aquae Flaviae.

Nos anos do nascimento de Portugal, a vila xogaría um papel fundamental na defesa do novo reino independente. Lá Afonso III e seu sucessor, o Rei D. Dinis, ordenou levantar o castelo de Chaves, a Torre de Menagem e as muralhas que ainda hoje dominam as vistas da cidade.

Torre de Menagem, Castelo de Chaves. Fonte própria.


Hoje Chaves constitui um dos projectos mais ambiciosos da Euro-região Galiza - Norte de Portugal: a Eurocidade Chaves - Verín. Um novo modelo de organização municipal dentro do quadro da cooperação da Euro-região.

Outros pontos de interesse turístico a visitar é a Praça de Camões, com as igrejas da Misericórdia e de Santa Maria Maior, o Forte de São Francisco ou a Igreja da Madalena, cruzando para o outro lado do rio pela Ponte de Trajano.

Praça de Camões, com a Igreja de Santa Maria Maior ao fundo.
Fonte própria.

De Chaves partimos para o oeste, em um percurso de apenas 40 quilômetros que nos levará a Montalegre, capital da Serra do Larouco, onde nasce o rio Cávado.

Na próxima etapa.

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